Dia da rainha do mar: Acompanhe tudo que acontece na Festa de Iemanjá

Hoje é dia de festa no mar, dia de saudar Iemanjá! Também é dia de homenagear todas as rainhas das águas...Oguntê, Marabô, Caiala, Sobá, Oloxum, Ynaê, Janaina e Iemanjá. No Rio Vermelho, milhares de devotos da rainha das águas salgadas se reúnem na praia da Paciência para prestar suas homenagens e colocar suas oferendas no mar. Confira a cobertura em tempo real do CORREIO, com as Iemanjás e as muitas mulheres que vão para o Rio Vermelho se conectar com a rainha do mar. Veja o que aconteceu desde a madrugada desta sexta-feira (2), durante as homenagens para Oxum, no Dique, e para Iemanjá, no Rio Vermelho. 

"Quanto nome tem a Rainha do Mar? 
Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá"
(Iemanjá, Rainha do Mar - Roberto Mendes/Capinam)

Como se presenteia a Rainha do Mar?

Dentro de uma cesta, o pequeno Daniel, de 2 anos, quase ia ser entregue como presente à Iemanjá por seu avô, Manoel da Cruz. Ele agradeceu por ela ter recusado o menino por ser filho de Omolu. Todos riram da brincadeira.

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Desde os 20 anos, Jaime Dias, 48, participa dos festejos de Iemanjá. "Ela é a mãe que transmite amor, ela devolve amor". Filho de Obaluaê, ele diz ter mais motivos ainda para amar a orixá.  "Foi ela quem criou Obaluaê, tenho ligação afetiva e espiritual com ela", completa. Jaime é baba kekerê (pai pequeno) do Terreiro Ilê Axé Jibayê, que há três anos participa da organização da festa e entrega do balaio nos festejos.

Jaime Dias participa há três anos dos festejos de Iemanjá

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A ligação com a natureza faz parte da rotina da vendedora de flores Catiane Silva, 40, já mais de 20 anos. Ela trabalha no Dois de Julho, mas, há 20 anos é uma das vendedoras de rosas na festa de Iemanjá. "É diferente vender uma flor aqui por todas as demonstrações de fé. Minha relação com Iemanjá é porque acredito no poder da natureza, então você acaba tendo esse contexto". Ela não acredita que se pareça diretamente com Iemanjá, mas, assim como a natureza, tem a paciência como uma de suas virtudes. Na outra foto, ela está com a irmã Kalenia Silva, 46, que mora em São Paulo e esta aproveitando as férias para ajudar a irmã.

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Catiane Silva, 40, vende as flores que são destinadas às oferendas
(Foto: Thais Borges/CORREIO)

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“É uma energia fora do normal. O mar acalma e Iemanjá me traz uma paz”, 
definiu a turista pernambucana, Manoela Barreto, 29.

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Rainhas das areias

Os rituais religiosos nas areias da Praia do Rio Vermelho acontecem durante todo o dia. Muitas "rainhas das areias" recebem entidades do candomblé  e umbanda. Iaô do Terreiro Areia de Mel, em Pedrão, Jéssica dos Santos, 26 anos, incorporou Oxum. "Elas (Oxum e Iemanjá) andam juntas. É muita emoção".

 

 

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Os rituais religiosos nas areias da Praia do Rio Vermelho acontecem durante todo o dia. Muitas "rainhas das areias" recebem entidades do candomblé  e umbanda. Iaô do Terreiro Areia de Mel, em Pedrão, Jéssica dos Santos, 26 anos, incorporou Oxum. "Elas (Oxum e Iemanjá) andam juntas. É muita emoção".

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A energia na praia da Paciência é tão forte, que algumas pessoas podem se consultar com a orixá, ali, dentro das águas

(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

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Uma das tendas montadas na Praia do Rio Vermelho  chamava a atenção pela fila. O Terreiro de Umbanda Estrela de Aruana dava passes gratuitos. Segundo um dos religiosos da casa, a própria Iemanjá, incorporada em uma mãe  de santo, fazia o serviço. "É um trabalho em prol da caridade", disse Gilbran Marques. Por outro lado, os integrantes não  permitiam fotos do ritual.

Fila se formou na tela do Terreiro Estrela de Aruana
(Foto: Alexandre Lyrio/CORREIO)

"É a única  vez no ano que fazemos trabalhos externos. Mas só  porque Iemanjá  é a energia maior da casa. Temos que preservar ela e a mãe de santo", explicou Gilbran

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Rainhas que viajam para encontrar o mar

 

Em um momento da gira, a estudante Paola Meier, 15 anos, foi ao encontro do seu pai, de sangue e de santo. Ele, incorporado com Oxum, nas areias da praia da Paciência, recebeu sua filha, ou melhor Iemanjá para um abraço que, simbolicamente, representava o encontro das águas doce e salgada. Paola tem como orixá de frente a Rainha das Águas. No ponto alto da cerimônia, a jovem embarca em um barco para, em alto-mar, depositar flores para sua mãe. Ela veio de Luís Eduardo Magalhães pelo segundo ano, para participar da festa.

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Maria das Graças e Fernanda Figueiredo vieram de Feira de Santana
(Foto: Thais Borges/CORREIO)

A estudante de jornalismo Fernanda Figueiredo, 20, e a técnica em enfermagem Maria das Graças dos Santos, 62, vieram em um grupo de amigos que viajou de Feira de Santana, no Centro-Norte do Estado, para entregar o presente para Iemanjá. Elas fizeram um barquinho de isopor para guardar as flores durante a madrugada desta sexta-feira  (2). "Vi na internet  (um modelo) e fiz. O balaio é muito grande e, nessa época do ano, fica muito caro", diz Fernanda. Maria diz que veio pedir por paz no ano de 2018. "E por muitas vitórias", completa.

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Fonte: Correio 24 horas

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