Evangélicos trabalham para eleger 150 na Câmara e 15 no Senado

Bancada estuda criar estratégia para aumentar representatividade no Congresso fortalecendo agenda conservadora.


A bancada de setores das igrejas evangélicas no Congresso está montando uma estratégia para ampliar seu quadro de representantes na Câmara e no Senado. É o que apurou uma matéria do Valor. O objetivo do grupo é aumentar em 2019 de 93 para 150 o número de deputados federais e de três para 15 o de senadores e, com isso, fortalecer agenda conservadora e, se possível, um candidato único à Presidência em um eventual segundo turno. Na economia, a bancada defende as políticas adotadas no governo Michel Temer. 

Para conseguir isso, os evangélicos vão tentar unir forças para lançar a candidatura de apenas um por Estado, no caso do Senado, evitando que a concorrência com dois ou mais pulverize os votos. Na Câmara, a estratégia será semelhante, porém como bem mais cadeiras serão disputadas, vão criar uma espécie de "distritão evangélico", dividindo as regiões por um ou alguns candidatos. 

Segundo o Valor, a proposta vem sendo costurada desde outubro pelos senador Magno Malta (PR-ES) e os deputados João Campos (PRB-GO), Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ) e Antonio Bulhões (PRB-SP), com representantes das igrejas batistas, Assembleia de Deus, Evangelho Quadrangular, Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Mundial do Poder de Deus, Terra Nova, Fonte da Vida e Sara Nossa Terra, entre outras. 

A estratégia também inclui diálogo com a Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), presidida pelo bisco Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra. "Temos de 28% a 33% de representatividade na população, mas somos apenas 15% do Congresso", avalia Rodovalho. Para ele, a Concepab tem condições para levantar as regiões onde "dá para eleger um ou dois [deputados]", completando que o "mapeamento" dependerá da conformação dos aliados nos estados. 

 

;