NÃO AO RACISMO, EXCLUSÃO E INTOLERÂNCIA

Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, Zumbi dos Palmares foi traído por um companheiro, morto e degolado pelos soldados do bandeirante Domingos Jorge Velho, depois de comandar por 15 anos o quilombo. Sua morte, no dia 20 de novembro de 1695, inspirou o Dia Nacional da Consciência Negra, instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data já era contemplada na Lei Lei 10.639 de 2003, que instituiu o ensino da História e Cultura Afro-Brasileiras nas escolas.
Antes mesmo da Lei já se reverenciava Zumbi dos Palmares, e sua trajetória era lembrada quando se falava em consciência negra. A lei coroou um período em que, pela primeira vez, um governo se abria para a discussão do problema, com a criação de cotas nas universidades e a implantação de inúmeras políticas afirmativas de reparação. 
Avançamos, mas ainda assim há muito caminho pela frente na busca pela igualdade de fato. No Brasil, segundo país mais negro do mundo, superado apenas pela Nigéria, cresceu em 230% o número de negros nas universidades nos últimos dez anos, mas ainda somos apenas 26 em cada 100 alunos. De cada 100 médicos formados no Brasil, só três são negros. Ainda hoje, homens e mulheres negros recebem menos que os homens e mulheres brancos na mesma função e com igual qualificação. 
A data é um recorte dentro do Novembro Negro, mês dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira em todas as instâncias. Reflita, companheiro, olhe ao seu redor, anote, produza suas próprias estatísticas e contribua no debate sobre como o negro pode superar as barreiras impostas por uma sociedade racista e segregadora.

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