Até quando vamos suportar essa violência?

Na noite desta quinta-feira, um aposentado foi morto dentro de um ônibus durante assalto praticado por três pessoas. É provável que o homem tenha sido seguido depois de sacar R$8 mil em um caixa eletrônico. 

Essa é a história contada nos jornais na manhã desta sexta-feira. As circunstâncias podem variar, mas fato é que os relatos de assaltos a ônibus mostram que há um crescimento de ocorrências que as estatísticas oficiais não conseguem constatar.

Na cena de todas as ocorrências estão dois companheiros, motorista e cobrador, que além do trauma de presenciar o assalto, agressões a passageiros e até mortes como ocorreu ontem, são com frequência também agredidos. 

O mais grave é que no dia seguinte, motorista e cobrador estão de volta ao mesmo ônibus, mesma linha e horário, engolindo o trauma do assalto e acumulando tensões que se transformam com o tempo em doenças cardíacas, úlceras, pânico e depressão. 
O divã do psiquiatra que atende ao plano de saúde coleta histórias que denunciam a gravidade da situação e o descaso das autoridades e dos patrões.

O Sindicato está atento. Já se reuniu diversas vezes este ano com o comando da PM e até com o secretário da SSP, para cobrar medidas efetivas de combate aos assaltos, e apresentou sugestões. Algumas ações foram adotadas, mas se mostram insuficientes para coibir esse tipo de crime. 

Em nome de todos os rodoviários nos solidarizamos com familiares das vítimas e asseguramos que o Sindicato vai tomar providências mais radicais para exigir que autoridades e patrões adotem medidas urgentes e concretas de combate a esse tipo de violência.

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