Sindicato cobra PLR e não descarta paralisação

Sindicato cobra PLR e não descarta paralisação

Depois de ver frustradas todas as tentativas de acordo com os empresários do transporte urbano para o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) assegurado na Convenção Coletiva desse ano, o Sindicato dos Rodoviários lançou um alerta à categoria e aos usuários do sistema para a possibilidade de uma paralisação até o final do ano. “Cumprimos todas as etapas exigidas por lei, mas os empresários não. Chegamos ao final do ano sem uma definição da PLR. Os trabalhadores não aceitar perder direitos”, destaca o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira.

O acordo que evitou a greve na Campanha Salarial de maio, fechado com a intermediação da SRTE, previa que seria formada uma comissão paritária para definir o modelo de PLR a ser implementado na Bahia. “Os trabalhadores indicaram os nomes para compor a comissão, mas o patronato não cumpriu sua parte, empurrou com a barriga apostando que o tempo se esgotaria sem reação dos trabalhadores. Apostou errado”, enfatiza o sindicalista.

Em setembro, diante da omissão dos empresários, o Sindicato solicitou novamente a intermediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. “Foram cinco reuniões que serviram para confirmar a intenção dos patrões de passar por cima do acordo. Chegamos a sugerir que pagasse um abono em 2015 e fossem discutidas as metas para 2016, mas eles não aceitaram, queriam fixar metas impossíveis de serem cumpridas em menos de dois meses”, argumenta Hélio Ferreira.

A SRTE considerou que os empresários não apresentaram dados que pudessem embasar qualquer análise para definição de valores e encerrou a participação do órgão nas negociações. Ainda na tentativa de evitar uma paralisação, o Sindicato solicitou reunião com o Executivo Municipal e com o Ministério Público do Trabalho. “Estamos abertos à negociação e aguardando para conversar com o gestor do sistema. Se houver paralisação a responsabilidade será inteiramente dos empresários que insistem em não cumprir o acordo”, conclui o presidente.

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