Sindicato repudia abordagem violenta de PM a rodoviário

A direção do Sindicato dos Rodoviários da Bahia repudia o comportamento agressivo e desproporcional de alguns policiais na abordagem à categoria rodoviária, em documento encaminhado ao Comando da Polícia Militar, ao Delegado Chefe da Polícia Civil e ao Secretário de Segurança Pública. No documento, o Sindicato manifesta preocupação com a repetição de fatos como o ocorrido nesta quinta-feira, no Largo da Santa Cruz.

No episódio da Santa Cruz, segundo o Sindicato, ficou evidente a falta de preparo do agente público, que desferiu um “tapa” no rosto do cobrador sem motivação, gerando uma situação de constrangimento para o trabalhador, e de indignação na categoria e na população que testemunhou a abordagem.

Para o presidente do Sindicato, Hélio Ferreira, faltou diálogo. O desentendimento foi motivado pela falta de espaço no final de linha dos ônibus na Santa Cruz, que dificulta a manobra e a parada do veículo no ponto, situação que já vem sendo denunciada pelo sindicato há muito tempo e motivo de seguidas reuniões com o Secretário Municipal de Mobilidade. O estacionamento de carros particulares e de carga nos finais de linha reduz ainda mais o espaço dos ônibus.

Cobrador e motorista têm direito a usar o banheiro e fazer um lanche no final de linha. Para isso o ônibus fica estacionado e em muitos finais de linha não há um espaço adequado, gerando problemas para o trânsito. “Esse é um problema de mobilidade que é de responsabilidade da Prefeitura. O que não pode é querer culpar e punir o rodoviário por isso”, enfatiza o diretor de imprensa Daniel Mota.

Para Mota, conflitos como esse vem se repetindo com frequência e ele teme que se agravem. Há 15 dias, fato semelhante ocorreu no Nordeste de Amaralina pelo mesmo motivo. No documento às autoridades, o Sindicato solicita que os policiais sejam informados e orientados sobre os problemas de mobilidade nos finais de linha para que possam, inclusive, ajudar na busca de solução, evitando desentendimentos com os trabalhadores.

 

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