Na SESSÃO ESPECIAL em homenagem a Paulo Colombiano e Catarina Galindo, Presidente do Sindicato se emociona ao lembar do amigo e companheiro de luta

Na SESSÃO ESPECIAL em homenagem a Paulo Colombiano e Catarina Galindo, realizada na manhã desta terça-feira na Câmara Municipal, o presidente do Sindicato dos Rodoviários Hélio Ferreira em fala carregada de emoção lembrou o amigo e companheiro de luta Paulo Colombiano. 

Destacou a firmeza e senso ético do militante que muito contribuiu para o movimento sindical baiano e brasileiro. Paulo era uma referência nacional quando se tratava de vanguarda na luta dos trabalhadores do país. 

"Sua história na luta dos rodoviários vem de muitos anos. Quando o rodoviário baiano não tinha fardamento, trabalhava 14 horas sem receber hora-extra e não tinha nenhum benefício. Foi a garra, a bravura e determinação de Paulo e de um grupo de companheiros que garantiram o fardamento completo, a hora extra a 100%, e uma gama enorme de direitos que nenhum rodoviário do país tinha".

Hélio Ferreira, que foi levado para o movimento sindical pelas mãos de Paulo Colombiano, disse que o sindicato não vai sossegar enquanto não houver o julgamento e a justa punição dos criminosos. "Se antes na ditadura militar vimos companheiros serem abatidos por questões política, em plena democracia muitos companheiros continuam sendo mortos por questões econômicas. É uma tentativa de calar a voz dos que querem se manifestar contra a exploração do trabalhador de um modo geral".

Ele entende que um crime como esse não pode ficar tantos anos impune, e cobrou das autoridades celeridade na conclusão do processo e julgamento dos responsáveis. "A Justiça baiano deve dar o exemplo para o país e mostrar que aqui se faz Justiça".

Depois de agradecer a iniciativa do vereador Everaldo Augusto, a presença da vereadora Aladilce, de outras autoridades e de rodoviários, Hélio disse que o Sindicato está à disposição para colaborar e participar de qualquer ato para que a JUSTIÇA SEJA FEITA. "Para a família, amigos e para os rodoviários a morte de Paulo é uma perda infinita. EXIGIMOS JUSTIÇA".

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