Brasil de Bolsonaro tem 2,9 milhões de desempregados procurando trabalho há 2 anos

No trimestre encerrado em dezembro do ano passado, 2,9 milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados (25% do total) procuravam se recolocar no mercado de trabalho há pelo menos 2 anos, segundo a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número é 6,5% menor que o registrado no final de 2018, quando 3,1 milhões de desempregados se encontravam nessa situação, mas o que aumentou não foi a taxa de emprego formal, com direitos e, sim, a informalidade, ocupações sem a garantia dos direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), como férias, 13º, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e seguro-desemprego.

A PNAD Contínua mostra que a taxa de informalidade em todo o país foi de 41,1% em 2019, a maior desde 2016, ano do golpe de estado que destituiu a presidenta Dilma Rousseff e aprovou a flexibilização trabalhista, legalizando formas de contratação como o trabalho intermitente.    Em 18 estados a taxa média de informalidade foi maior ainda e variou de 41,2% dos trabalhadores de Goiás até 62,4% dos trabalhadores do Pará e 60,5% do Maranhão. Em 11 desses 18 estados, a taxa de informalidade ultrapassou 50% e apenas Distrito Federal (29,6%) e Santa Catarina (27,3%) tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.

Fonte: CUT
Foto: Roberto Parizotti/CUT

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