Metade das mulheres grávidas é demitida na volta da licença-maternidade, diz estudo

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) publicado pelo jornal Correio Braziliense aponta que metade das mães que trabalham são demitidas até dois anos depois que acaba a licença. De acordo com a reportagem, o fenômeno ocorre devido à mentalidade de que os cuidados com os filhos são praticamente uma exclusividade delas.

Outra pesquisa dos profissionais da Catho de 2018, com mais de 2,3 mil mães, aponta que 30% das mulheres saem do mercado do trabalho para cuidar dos filhos. Entre os trabalhadores do sexo masculino, o número é quatro vezes menor: 7%. Apesar do senso comum, especialistas avaliam que as mães são mais produtivas e flexíveis no ambiente de trabalho, já que as atividades neurais, ligadas à criatividade, aumentam durante a gestação.

O hábito de acumular duplas jornadas também pode fazer com que as trabalhadoras desenvolvam a habilidade de otimizar o tempo, o que torna a vida das mulheres mais fácil também no mercado de trabalho. Assegurada por lei desde 1943, a licença-maternidade atendeu mais de 53 mil brasileiras em 2018, segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Fonte: Metro 1
Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil

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