Patrão quer botar "casca de banana" para os trabalhadores

Na primeira rodada de negociação da campanha Salarial de 2019, os empresários apresentaram uma contrapauta com diversas pegadinhas para tirar direitos da categoria.

O primeiro item apresentado foi o reajuste de 2,7%, número bem inferior aos 8% sugerido pela categoria.
Além do reajuste bem abaixo da inflação, o patronal propôs a compensação de hora extras pelos trabalhadores, indicando a criação de um banco de horas; propôs que os trabalhadores tenham apenas um domingo de folga por mês; e também a estipulação de vigência da convenção coletiva por dois anos, deixando a categoria estagnada na luta por novas conquistas.
Um verdadeiro absurdo advindo de uma classe (patronal) que nos últimos dias foi agraciada com um substancial aumento de tarifa de passagens e benefícios fiscais para operar na cidade.
Além do aumento da tarifa que saiu dos R$3,70 para R$4,00 (8,11% de reajuste), houve benefícios fiscais concedidos pelo município que chegam a 11,05%.
Ou seja, eles recebem 11,05 %, mas querem dar ao trabalhador 2,7% de reajuste com a prerrogativa de reduzir direitos e engessar a possibilidade de novos ganhos nos próximos anos.
Com a apresentação desta contrapauta, o empresariado diz que não irá debater nenhum outro item da pauta elaborada pelos trabalhadores, nem os que tratam de melhorias sociais da categoria.
Uma prova clara de que para os patrões só importa o lucro demasiado e que se dane as questões socioeconômica dos operadores. 
Na próxima semana teremos novas rodadas de negociações para buscar reverter essa decisão e arrancar dos empresários uma proposta digna para os trabalhadores.

Juntos Somos Mais Fortes.
Campanha Salarial 2019

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