MPT instaura inquérito para investigar queda de elevador no Corredor da Vitória

A queda de um elevador na parte externa da Mansão Carlos Costa Pinto, uma das mais luxuosas do Corredor da Vitória, que matou dois operários e feriu outra pessoa na manhã desta segunda-feira (18), virou alvo de inquérito instaurado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Segundo informações divulgadas pelo próprio órgão, assim que o MPT tomou conhecimento do acidente foram deslocados dois peritos para colher as primeiras impressões sobre as circunstâncias. Após vistoria preliminar, algumas irregularidades foram constatadas.

“Não encontramos em nossa vistoria preliminar, feita logo após o acidente, indicativo de que havia alvará para a obra. Não é possível afirmar se há alvará ou se a empresa detém capacitação para este tipo de serviço. Essas questões deverão ser esclarecidas ao longo do inquérito”, informou o MPT por meio de nota.

O alvará citado pelos peritos é concedido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e deve ser afixado em placa visível no local da obra. A assessoria do MPT informou, ainda, que não há necessidade de inspeção prévia nesse tipo de obra, mas a empresa responsável deve deter registro no Crea e seus empregados devem ter treinamento comprovado para este tipo de operação.

Além da possível falta de alvará, o MPT comentou ainda a possibilidade de haver um trabalhador menor de idade entre as vítimas. Segundo, Luís Carneiro, procurador-chefe do MPT na Bahia, um trabalho como o que era realizado pelos operários antes do acidente é proibido para menores de idade.

As vítimas são: Ronério Silva dos Santos, 35 anos, e Giovani Silva dos Santos, 17, e os corpos deixaram o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR) no início da noite desta segunda (18). Eles serão sepultados no Cemitério do Campo Santo, na Federação.

Fonte: Correio 24 Horas
Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO

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