CENÁRIOS DA LUTA

A promessa de campanha foi de 15 ministérios - já são 22. E esses ministérios seriam ocupados por nomes técnicos – todos são políticos indicados pelas bancadas que o apoiaram, ou generais. Prometeu que iria banir a corrupção do governo – seis dos indicados, entre eles um dos generais, são investigados por desvio de recursos, caixa 2 e outras fraudes contra o erário público.

As últimas notícias dão conta do envolvimento do motorista de um dos filhos de Bolsonaro em um esquema de fraude que já se configura como primeiro escândalo palaciano, antes mesmo de botar o pé no Alvorada. Sem falar de denúncias de racismo, misoginia, homofobia e por aí vai contra os membros do clã presidencial. 
Para os incautos que acharam que estavam votando contra a corrupção, o estelionato eleitoral está apenas começando.
O cenário traçado nessa fase pré-posse anuncia dias ainda mais difíceis para os trabalhadores. 
O Ministério do Trabalho foi extinto e fatiado em secretarias alocadas dentro dos superministérios da Economia, que tem um mau patrão como titular, e ficará com as políticas de emprego e relações trabalhistas; o da Justiça que será responsável pela liberação da carta sindical e fiscalização do trabalho escravo; e a pasta da Cidadania, a quem caberá o que restar do quase centenário Ministério do Trabalho.
A reforma previdenciária está na linha de tiro. Se a proposta do governo do temeroso já era ruim, a do novo governo é pior. Dificilmente um rodoviário vai conseguir se aposentar e usufruir do direito pelo qual pagou em toda sua vida produtiva. 
Diante do desmonte das instituições, da legislação e do patrimônio do país, cabe aos trabalhadores resistir, reforçar a organização sindical e social para defender conquistas e direitos. 
O caminho é a luta.

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