O que saiu das urnas PIOR CONGRESSO EM 33 ANOS

O perfil do Congresso Nacional que emergiu das urnas só permite uma conclusão: mais uma vez os trabalhadores brasileiros votaram no patrão. Se o Congresso eleito em 2014 foi considerado o mais conservador desde a redemocratização (1985), o que vai tomar posse em 2019 é ainda pior.

A renovação dos quadros tão desejada por muitos, que na Câmara chegou a 85% e no Senado a 40% (a maior em 24 anos), foi um tiro que saiu pela culatra. Muitos, talvez a maioria, dos novos têm perfil elitista, reacionário, de ultradireita, que defendem posições retrógradas.
A bancada sindical na Câmara – que já tinha sido reduzida a quase metade na eleição passada – agora perde mais 18 cadeiras caindo de 51 para 33. No Senado, de nove para três. 
Vamos ter poucos nomes com histórico de defesa dos direitos dos trabalhadores no momento em que há uma ameaça concreta de aprofundamento da crise econômica, política e social. 
Fim do 13º salário, do adicional de férias, redução da licença maternidade e outros absurdos já estão sendo anunciados pelos candidatos da direita. 
O resultado da eleição no dia 28 vai mostrar se o país vai caminhar para uma social democracia que defende a igualdade de direitos e propõe aprimorar e ampliar as políticas sociais, o desenvolvimento com inclusão; ou se vai para a direita com um candidato que já anunciou como seu primeiro ato a votação da reforma da Previdência.
Os trabalhadores brasileiros, que deixaram passar a chance de colocar no Congresso representantes legítimos da classe operária, agora precisam refletir muito sobre o voto do dia 28.

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