Geddel vira réu por improbidade administrativa no caso La Vue

Absolvido semana passada da acusação de obstrução de Justiça, o ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima voltou a virar réu nesta segunda-feira, 9, desta feita por improbidade administrativa no caso do edifício La Vue.

A juíza substituta da 5ª Vara Federal do Distrito Federal, Diana Wanderley, acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que acusa Geddel de ter pressionado o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, na tentativa de que ele interferisse no processo tocado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), ligado à pasta de Cultura, que barrou as obras para a construção do edifício La Vue, localizado na Ladeira da Barra, em Salvador.

O Iphan estudava os impactos ambientais da construção do edifício de 107 metros de altura no local, área rodeada de prédios históricos.

O próprio Calero, na época, foi quem denunciou publicamente o fato. Segundo ele, Geddel teria lhe pedido para interferir junto ao Iphan. Geddel negou que tivesse buscado obter influência junto a Calero, mas o fato lhe valeu a queda do ministério que ocupava em 2016, a Secretaria de Governo do presidente Michel Temer (MDB).

Geddel possuía um apartamento na planta do edifício mas, posteriormente, reportagem do jornal Folha de São Paulo mostrou que ele era dono de 20% do empreendimento. De acordo com a planta do La Vue, cada apartamento de 259 metros quadrados teria quatro suítes e quatro vagas de garagem para automóveis.

Preso desde 2017 no Complexo da Papuda após a descoberta do chamado "bunker" de R$ 51 milhões, o ex-ministro acabou sendo liberado da acusação de obstrução de Justiça, semana passada, pelo juiz da 10º Vara de Justiça Federal, em Brasília, Vallisney de Souza Oliveira.

Nesse processo ele também é acusado de receber propinas em troca de liberações de vantagens e financiamentos na Caixa Econômica Federal (CEF), quando ocupava uma das diretorias do banco estatal.

 

Fonte:  A Tarde 

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