Quinto dia de greve dos caminhoneiros afeta abastecimento na Bahia; acompanhe

 O protesto dos caminhoneiros completa cinco dias nesta sexta-feira (25). Apesar de o governo federal ter anunciado um acordo para suspender a greve por 15 dias, os trabalhadores mantêm bloqueios nas estradas e os reflexos afetam diversos setores no estado e no restante do país. Acompanhe o que acontece na paralisação e seus reflexos.

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Não só os coletivos e combustíveis estão minguando. Banana-prata, aipim, cebola, batata e cenoura estão em falta e sem previsão de reposição no Walmart da Avenida Centenário, em Salvador. No entanto, a aposentada Lindomar Andrade avalia positivamente a escassez. “Essa falta de alimento é a coisa mais certa. O governo quer fazer daqui o quê? Não achei nada, mas tô feliz de ver assim”, comentou, ironicamente. 

Lindomar acredita que a greve está sendo bem sucedida (Foto: CORREIO)

Para minimizar o problema do desabastecimento, a moradora da Barra providenciou “fazer feira” em Feira de Santana, tanto para ela quanto para a mãe. Por outro lado, a aposentada pondera: “É ruim porque toda a população sente, mas que está a coisa mais bem feita [a greve], está”, elogiou. 

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Cadê a comida? 
Não vai ter cebola, tomate, batatas e afins na mesa do soterpolitano neste final de semana. Pelo menos é o que estima o presidente dos permissionários do Centro de Abastecimento (Ceasa) de Simões Filho, Egnaldo Nascimento.  Isso porque o Ceasa  não está sendo abastecido desde a última segunda-feira (21), já que os caminhões que deveriam fazer as entregas de mercadorias não conseguiram chegar no local.

Há cerca de 800 permissionários no local. "Não chegou mercadoria hoje novamente. Tem cerca de 100 caminhões bloqueando o acesso à Ceasa de Simões Filho. Está faltando tudo. Hoje estamos 100% vazios e no fim de semana Salvador estará desabastecida de produtos agrícolas. Essa mercadoria que está na estrada já se perdeu. Quando chegar não teremos condição de vender", explica Edgnaldo

Foto: Bruno Wendel/CORREIO

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Para matar a fome...

Enquanto os caminhoneiros protestam na BR-324, em Salvador, comerciantes aproveitam para vender quentinhas por R$10
Foto: Bruno Wendel/CORREIO

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Depois de ceder combustível para aeronaves de outros estados, o estoque de combustível no Aeroporto de Salvador só chega até domingo (27) caso continue a greve dos caminhoneiros.

Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO

Confira abaixo a nota divulgada pela concessionária do aeroporto:  
Por conta do fechamento de alguns aeroportos no Nordeste e o aumento do número de solicitações de voos alternados para abastecimento (incluindo rotas internacionais, de alto consumo), a Concessionária do Aeroporto Salvador Bahia reajustou sua expectativa de autonomia. A garantia das operações com a atual reserva de combustível é até o próximo domingo (27 de maio). As solicitações de voos oriundos de outros aeroportos serão avaliadas pontualmente, a fim de garantir a programação local de voos e assegurar a mobilidade dos nossos passageiros.

 

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Combustível em Salvador acaba hoje, diz sindicato

"De tarde não vai ter mais nenhum posto vendendo gasolina e álcool na Bahia. A situação é crítica e bem preocupante", afirma o presidente do Sindicato dos Combustíveis, Walter Tannus. Confira como estão as filas em postos de combustíveis em Salvador.

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Fila gigante para posto no Dique do Tororó
Fila para abastecer em posto de gasolina no Dique de Tororó, próximo à sede do Apaches do Tororó, já chega à ladeira do Jardim Baiano. Alguns motoristas preferiram desligar os carros para esperar até a hora de abastecer. "Meu medo é andar isso tudo e acabar a gasolina. Mas é o jeito. Se não for isso, não tenho opção", contou o advogado Sérgio Gustavo Sampaio, que tenta abastecer o carro. Ele chegou ao local por volta das 11h, passou 40 minutos na fila e, logo após dar entrevista, a gasolina acabou no posto e o advogado não conseguiu abastecer.

(Foto do Leitor/Sérgio Gustavo Sampaio)

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Um caminhoneiro tentou passar pelo protesto na BR-324 e foi impedido por manifestantes
Ele pediu ajuda da polícia para tentar seguir com o seu veículo. Situação aconteceu agora há pouco. Depois, os manifestantes liberaram o motorista. Aos colegas de profissão, ele explicou que estava com problemas de família e por isso não poderia participar da manifestação  | Vìdeo: Bruno Wendel/CORREIO

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Fonte: Correio 24Horas

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