Primeiro dia de vacinação contra a influenza tem procura intensa

O primeiro dia da 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, em Salvador, registrou intensa procura nos postos da capital baiana. Na rede pública, só quem faz parte dos grupos de risco pode tomar a dose, que deverá ser aplicada até o dia 1º de junho, dia do encerramento da campanha.

Em 2018, o Ministério da Saúde comprou 60 milhões de doses para imunizar cerca de 54 milhões de pessoas com risco de desenvolver complicações da doença, no país. Para a Bahia, são 4 milhões de doses – 650 mil para Salvador –, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

O público-alvo é formado por crianças de seis meses até 5 anos, grávidas, mulheres que tiverem parido em até 45 dias, idosos a partir de 60 anos, doentes crônicos (apresentar prescrição médica), detentos, professores e profissionais de saúde.

Segundo informações da subcoordenadora de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Doiane Lemos, 126 postos oferecem a vacina. A dose fornece proteção contra três tipos de influenza: dois do tipo A (H1N1 e H3N2) e uma do tipo B.

Movimento

No 14º Centro de Saúde Mário Andréa, na Sete Portas, o movimento foi intenso durante boa parte da manhã desta segunda. A demanda majoritária era formada por idosos, grávidas, mulheres recém paridas e crianças.

Com o cartão de vacinação atualizado, o aposentado Juvêncio Mendes, 71 anos, correu para o posto. “Depois de velho, a gente não pode vacilar”, disse, bem humorado, o morador de Vila Laura.

Não paravam de chegar idosos à procura de informações sobre a vacinação, a exemplo do casal Márcio, 68, e Maria da Silva, 69 anos. “A campanha deveria ser antecipada para logo depois do Carnaval, pois a cidade fica cheia de gente que vem de fora”, completou Márcio.

A subcoordenadora de imunização da SMS informa que as doses estão disponíveis, gratuitamente, apenas para os grupos de risco. “É o Ministério da Saúde que estabelece o público prioritário. Quem não faz parte deve recorrer à iniciativa privada”.

Segundo dados da Sesab, do início do ano até a primeira quinzena deste mês, na Bahia, foram registrados 323 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 31 mortes. Destes, 65 foram casos de influenza, 53 deles do tipo A H1N1, com 12 mortes. No mesmo período do ano passado, foram computados 146 de SRAG, que evoluíram para 11 mortes. Desse total, 13 foram confirmados como influenza, com dois casos do tipo A H1N1, mas sem mortes.

Os casos de H1N1 foram confirmados em 16 municípios em 2018. As mortes foram registradas em Salvador (8 casos), Camaçari (1), Lauro de Freitas (1), Saúde (1) e Serrinha (1).

>> Mitos

1. É possível pegar gripe pela vacina?

Isso não é possível. A vacina contra a gripe é feita com o vírus morto. Portanto, é 100% segura e incapaz de provocar a doença nas pessoas que são vacinadas.

2. Em gestantes, a vacina faz mal para o bebê?

Pelo contrário. É muito importante a vacinação das grávidas, pois quando a mãe é vacinada o bebê também fica protegido.

3. A única forma de prevenir a gripe é tomando a vacina?

A vacina contra a gripe é a melhor e mais segura forma de se proteger contra a doença, porém, existem outras medidas importantes que ajudam na prevenção:

- Lavar e higienizar as mãos com frequência.

- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talher, copo e garrafa.

- Evitar tocar mucosas do olho, nariz e boca.

- Ter boa alimentação e beber bastante líquido.

- Evitar contato com pessoas que estejam com sintomas da gripe.

- Manter a sua casa bem arejada.

 

>> Verdades

1. É preciso tomar a vacina todos os anos?

Sim. Isso acontece por dois motivos. Primeiro, porque a imunidade da vacina se mantém por um período de aproximadamente 12 meses. Segundo, porque a cada ano temos vírus diferentes, que causam diferentes tipos de gripe, e a vacina é produzida a partir dos vírus que estão mais propensos a aparecer durante o período de vacinação.

2. A gripe pode matar?

Se não for tratada a tempo, a gripe pode causar complicações graves e levar à morte, principalmente nos grupos de alto risco como, pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de cinco anos, gestantes e doentes crônicos.

3. Gripe e resfriado são doenças diferentes?

Embora os sintomas sejam muito parecidos, os vírus que causam a gripe e o resfriado são diferentes. A gripe é uma doença mais grave, que causa febre alta, dores musculares, dor de cabeça, dor de garganta e exige mais cuidados para não evoluir para uma pneumonia. Já o resfriado é mais brando e dura menos tempo.

 

Fonte:  A Tarde 

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